O FIM DO MUNDO
Era uma manhã ensolarada quando Pedro acordou e
decidiu que iria até o fim do mundo. Sempre teve curiosidade de ver o que havia
além da borda da Terra plana, onde o céu se encontrava com o mar. Pegou sua
mochila, sua bússola e seu binóculo e saiu de casa.
Pedro caminhou por horas, seguindo o rumo leste.
Passou por campos, florestas, montanhas e rios. Viu animais estranhos e plantas
exóticas. Encontrou pessoas de diferentes culturas e línguas. Admirou as
paisagens e as maravilhas da natureza.
Finalmente, chegou à beira do mundo. Se
aproximou com cautela e olhou para baixo. Esperava ver um abismo sem fundo, ou
talvez um muro de gelo, ou quem sabe um portal para outra dimensão. Mas não viu
nada disso. Viu apenas o mar, calmo e azul, se estendendo até o horizonte.
Pedro ficou decepcionado. Esperava algo mais
emocionante, algo mais misterioso, algo mais surreal. Pensou que talvez tivesse
se enganado de direção, ou que talvez houvesse algum truque óptico. Pegou seu
binóculo e examinou o mar com mais atenção.
Foi então que viu algo que o deixou perplexo. Viu
uma ilha, bem distante, no meio do oceano. Uma ilha que parecia ter a forma de
uma tartaruga gigante. Uma ilha que se movia lentamente, como se estivesse
viva.
Pedro não acreditou no que viu. Esfregou os
olhos e olhou de novo. A ilha ainda estava lá, cada vez mais perto. Pedro
sentiu uma mistura de medo e fascínio. Quis saber mais sobre aquela ilha
misteriosa. Saber se havia alguém lá, ou se havia alguma coisa escondida
embaixo dela.
Decidiu que iria até lá. Procurou por algum
barco ou bote nas proximidades, mas não encontrou nenhum. Pensou em nadar, mas
achou que seria muito perigoso. Pensou em construir uma jangada, mas não tinha
tempo nem material.
Teve então uma ideia ousada. Resolveu saltar da
borda do mundo e cair no mar. Achou que seria uma aventura incrível, e que
talvez conseguisse chegar à ilha antes que ela se afastasse.
Se preparou para o salto. Respirou fundo e
fechou os olhos. Se lembrou de todas as coisas que viveu e de todas as coisas
que queria viver. Se sentiu livre e corajoso.
Saltou.
Nunca mais voltou.
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